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SAL "Sal del Atlántico"

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Recuperación Estructuras

Enquadramento da acção

Em Aveiro, a actividade da recolha do sal encontra-se em decadência, existindo muitas marinhas abandonadas. O processo de degradação e abandono das marinhas é acelerado pelas fortes correntes de enchente que penetram no interior da laguna, destruindo os muros de protecção das marinhas e escavando os seus fundos. A ausência da tradicional manutenção artesanal dos muros contribui também para a sua progressiva degradação (fotos 7 a 12). Os muros são pequenos diques rudimentares, construídos pelos salineiros, com baixas cotas de coroamento e constituídos pela consolidação de lodos com pedras e matéria orgânica (foto 1). Estes muros garantiam a defesa da laguna contra o avanço das águas salgadas e controlavam, com o apoio de comportas a hidrodinâmica da ria. Actualmente não protegem de forma eficaz os terrenos, devido ao deficiente estado de conservação, à permeabilidade e à reduzida cota de coroamento. Soluções alternativas têm sido experimentadas pelos diversos proprietários, com impactes negativos e sem eficácia comprovada (fotos 2 a 6).

 
Objectivos
 

No âmbito do projecto INTERREG III, o Departamento de Engenharia Civil da Universidade de Aveiro propôs-se caracterizar genericamente a evolução da dinâmica lagunar (aumento das velocidades das correntes e maiores amplitudes de maré), avaliar as consequências que resultaram na funcionalidade dos muros e das próprias marinhas e fazer um levantamento do estado de conservação de alguns muros e respectivas comportas, caracterizando o tipo de estrutura, cotas e materiais utilizados. Com base nestes estudos, propõe-se a definição de um modelo de muro que resulte económico para o agricultor, eficaz na defesa das marinhas e possibilite alguma mecanização na sua reconstrução e monitorização, mitigando impactes ambientais negativos.

 
Transnacionalidade
 

Apesar de características distintas entre os diversos locais associados ao projecto INTERREG III, estes manifestaram interesse em saber quais as soluções a adoptar nesta acção (por exemplo, para antecipar eventuais problemas nos muros, relacionados com a previsível subida do nível do mar). A Universidade de Aveiro, como líder da acção 6b, “Protótipo de recuperação dos muros das marinhas” atendeu ao factor da dimensão transnacional da acção, tomando algumas medidas: promoção de um grupo de discussão; visitas a alguns dos locais para percepção das principais diferenças de características hidrodinâmicas e geotécnicas entre cada local; distribuição de um questionário entre todos os parceiros de forma a avaliar a adequabilidade das soluções a cada local. Salienta-se que o carácter técnico desta acção dificulta a participação dos parceiros, já que são solicitados parâmetros (velocidades de escoamentos, dimensões de muros, características de solos, etc.) que normalmente não são acessíveis à generalidade das pessoas. Verifica-se também que as características próprias de cada local representam comportamentos diferenciados e obrigam a análises locais, não abrangidas no âmbito deste projecto.


Última modificación 14/05/2007 11:08
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